World 1-1: A Revolução já começou
Ah, o Revolution. Um console do tamanho de 3 caixas de DVDs juntas, que irá revolucionar a forma como jogamos e que, ao ser ligado, nos fará dizer ‘Wow’ com seus gráficos. Assim eram as palavras da Nintendo em 2005, quando o Wii nem era Wii ainda.
Lembro-me bem do primeiro vídeo do console em ação: pessoas pulando no sofá e usando um controle bem diferente do comum. Mais ainda, a Nintendo não mostrava muito os jogos. Nós víamos o jogador como se estivéssemos dentro da TV. Isso, aliás, talvez seja a grande revolução do Wii e um aspecto que voltou a ser pensando no mundo dos games: como as pessoas jogam.
Há tempos que a evolução dos games pode ser traçada em questão de polígonos, texturas e jogadores online. Nada de errado com isso, já que a tecnologia está aí para ser usada mesmo. Porém, os videogames sempre tiveram um algo a mais que mexia conosco e que parecia ter sido esquecido (por boa parte dos estúdios pelo menos).
A diversão, pura e simples, estava se tornando algo mensurável e racional, o que é completamente impossível. O princípio de se passar horas agradáveis é justamente fazer o que VOCÊ gosta e prefere. Claro que os games não chegaram ainda a esse estágio, pois milhões de pessoas jogam o mesmo jogo. Mas a forma como você joga, como experimenta um conteúdo novo e as memórias que ficam é que vão compor essa complexa e ramificada sensação chamada DIVERSÃO, única para cada indivíduo.
Seria o Wii um salvador dos games? Difícil dizer, mas provavelmente não. O grande diferencial desse console é que ele abriu os olhos dos estúdios, das produtoras e da concorrência para os alertar sobre um velho paradigma: jogo bom é jogo divertido. E, por mais óbvio que isso pareça, vivemos tempos complicados nesse quesito.
O avanço tecnológico é bom por um lado, mas por outro acaba forçando os desenvolvedores a criar games enormes, experiências que tragam inovações técnicas sem muito contexto no enredo do jogo ou mesmo propósito em relação à jogabilidade. São as ferramentas tomando conta do criador, por assim dizer.
“Mas o controle do Wii é uma ferramenta também”, você dirá. “Exatamente”, direi eu, mas ele é muito mais do que isso. Ao criar uma inovação no controle, a Nintendo voltou as atenções para quem opera tal instrumento, ou seja, o jogador. E é por isso que o Wii tem muito potencial e que só poderá ser explorado por quem pensa ‘fora da caixa’. Afinal, ele oferece as mesmas armadilhas mencionadas nesse artigo e que dão mais poder ao hardware do que ao software.
Vejamos Wii Sports. Simples, fácil e divertido, certo? Alguns estúdios olharam para o controle, para a idéia do Wii e Wii Sportes, refletiram e criaram games como Zack & Wiki, SSX Blur, PES’08, Mercury Meltdown, Medal of Honor 2, entre muitos outros. Esses games fazem ótimo uso do Wiimote ao implementar novas idéias, idéias que mexem com o jogador e que o força a pensar de forma diferente.
Mas existe o outro lado da história. É a enxurrada de jogos que olharam apenas para o controle e o que ele pode fazer, mas esqueceram-se do cidadão em frente à TV. O resultado? Centenas de games nos quais o único objetivo é chacoalhar o Wiimote.
Infelizmente isso acontece com qualquer sistema e não é um problema exclusivo do Wii. Porém, como o console tem um caráter mais amigável e casual, muitos olham para esses minigames horrorosos e os usam para justificar a tese de que ‘o wii não tem jogos sérios’ (nem vou entrar nessa questão, fica para um outro artigo).
O Wii tem jogos sérios hoje (e mais no futuro) mas o importante é que um jogo não tem que ser sério ou violento para ser bom. Nem precisa inovar a cada ano para manter o sucesso. É a mistura sutil de elementos encontrados nos grandes jogos que está fazendo falta hoje em dia e isso acontece com todas as plataformas.
Ao colocar o ‘poder’ de novo na mão do jogador, o Wii também consegue fazer alguns de nós perceber como o mercado de games é novo e como as coisas podem mudar da noite pro dia. Aos poucos vemos jogos simples que, em meio a essa geração dos bits e bytes, conseguem se destacar porque são diferentes, porque provocam algo a mais em nós.
O PSP só tem joguinhos portados do PS2 sem esforço algum, mas tem os excelentes Patapon e Loco Roco. O X360 tem os genéricos de tiro, guerra e sangue mas foi a casa de Geometry Wars e Viva Piñata. Isso são só exemplos de games que pensam um pouco além e procuram trazer algo de novo à mesa dos jogadores. Se um filme não precisa ter efeitos especiais para ser bom, porque um jogo teria que ser o mais lindo e moderno?
Quando conhecemos o cardápido bem demais, tendemos a pedir sempre a mesma coisa, certo? Mas nada é melhor do que experimentar aquele prato novo para descobrir que há muitas outras opções gostosas por aí. Não espero que o Wii se torne o símbolo do mercado no futuro. Espero, sim, que o jogador volte a ser o protagonista nessa história toda.
- 15 comentários
- Pellican | 1 de setembro de 2008 | 17:10 | Artigos | Nintendo | World 1-1 []
PAX’08 Vídeo – Mushroom Men: The Spore Wars
Disaster: Day of Crisis – Imagens e lançamento
Disaster: Day of Crisis vem pipocando na internet nas últimas semanas, com uma data de lançamento para a Europa. Mesmo a Nintendo negando qualquer rumor, parece 99% certo que o game sairá em Outubro.
Um leitor do GoNintendo recebeu um e-mail da Nintendo Alemã, na qual confirmam a data como 24/10. Além disso, um site da Big N européia inaugurou uma seção para o game, que pode ser conferida nesse link.
Pelo visto o jogo está chegando e a Nintendo não quer manter relações com um título mais sério e maduro como Disaster. Me lembra bem o que fizeram (ou não fizeram) com Metroid Prime 3 no Wii, um absurdo aliás.
Seja como for, o game parece melhor do que nunca e as inúmeras imagens na galeria abaixo mostram elementos da jogabilidade que eu não conhecia ainda. E mesmo com defeitos aqui ou ali nos gráficos, no geral o jogo está bem bonito.
Virtual Console chega ao 250º game – e nós ganhamos um ótimo presente!
Hoje o Virtual Console atingiu o número 250 em jogos clássicos já lançados. E, como que de surpresa e sem avisar, a Nintendo disponibiizou Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars!
Esse game é sensacional e coloca Mario em um novo mundo, com regras diferentes e muitos elementos de RPG. Com uma trama envolvente, Mario RPG foi um sucesso na época e há muito tempo aguardávamos a chegada dele no VC.
Quem não jogou precisa conhecer e quem já conhece, não preciso nem falar mais nada.
Ah sim, foi lançado também Clu Clu Land (NES) e My Aquarium no WiiWare. Com o maior respeito a esses games, esqueçam tudo e usem seus Wii Points na aventura de Mario. Ele merece.
Fonte: Nintendo of America
- Pellican | 1 de setembro de 2008 | 11:17 | Notícias | Virtual Console | WiiWare []
PAX’08 – Iron Chef America (imagens e detalhes)
Seguindo a linha de Cooking Mama, Iron Chef America: Supreme Cuisine leva a culinária para um nível ainda mais light no Wii. Não que o game seja ruim, mas foi notado, durante a PAX, que os controles são bem mais ‘perdoáveis’ e simples.
Isso siginifica que o jogador dificilmente erra na preparação e não há um limite de tempo pressionando-o. A idéia principal é se divertir e Iron Chef consegue fazer isso muito bem.
Os gráficos são legais, mas poderiam estar mais caprichados em alguns pontos. Com 320 minigames, 15 ingredientes e mais de 2.500 linhas de diálogo, Iron Chef America chega às lojas dia 23 deste mês. Confiram algumas imagens abaixo.



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