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World 1-1: Uma questão de qualidade

Começar um artigo usando frases manjadas nunca pega bem, mas vamos abrir uma exceção e ser claros desde o início: gosto não se discute.

Preferências e opiniões pertencem apenas aos seus donos e, mesmo que a argumentação não seja lá muito bem fundamentada, quem sou eu (ou você) para dizer a outra pessoa o que é bom? O que podemos fazer é discutir mais a fundo esse elemento tão subjetivo e almejado pelos departamentos de marketing.

Clique abaixo para continuar lendo.

Já começamos batendo com a cara na parede: o que define um bom jogo? As suas vendas? As opiniões dos jogadores? Uma mistura de tudo isso?

Não raro aqui no WiiClube temos discussões épicas na seção de comentários a respeito de determinado game. E por mais que sejam expostos argumentos em longos e inflamados textos, no fim do dia cada um vai para seu lado com a mesma visão que tinha no início do debate.

Podemos até assumir que uma parcela dos jogadores defende tal produto apenas para justificar sua compra, mas como a qualidade envolve percepções fora do campo racional e numérico continuamos tendo que, no mínimo, respeitar a opinião alheia.

Do ponto de vista estritamente humano, algo bom é aquilo que nos agrada, nos faz felizes e atende a alguma necessidade interna por prazer. Um fã de Star Wars gostará mais de um game dessa série do que alguém que não seja e por aí vai.

Recentemente Mario Galaxy 2 provocou reações nessa área. Deixando as vendas de lado (falaremos delas em breve) é inútil dizer que os games 3D de Mario são melhores que os 2D – e vice-versa.

Esse caso mostra até certo conflito de gerações. Com mais de 25 anos de história, Mario passou por enormes transformações visuais e mecânicas. Quem nasceu mais tarde obviamente não viveu a era primordial dos consoles e não pode ser cobrado por isso.

Tudo bem, eu sei que Mario está muito acima da média então peguemos um título menor, mas não menos polêmico: The Conduit.

A mistura de expectativa dos fãs com a falta de bons shooters no Wii criou um atmosfera muito carregada em torno desse game. E ao ser lançado ele dividiu opiniões ao extremo. Como é possível isso?

A resposta é simples: cada ser humano é único. Claro que compartilhamos diversos aspectos comportamentais e psicológicos como animais que somos, só que a vivência de um indivíduo molda o que ele é, o que pensa e como age.

Quem esperava muito por um shooter no Wii e visuais com toques gráficos avançados ficou feliz. Já quem buscava outros elementos mais profundos e relativos a design de games não gostou tanto assim.

E aí, o jogo é bom ou ruim? Depende do ponto de vista. Mas não depende das vendas.

O que vende é bom?

Sim.

Curto demais? Está certo, vamos elaborar mais sobre as vendas, entretanto já digo que produto bom é produto que vende.

É duro ouvir isso e eu mesmo fico dividido entre as realidades – pessoal e de mercado. Para o consumidor normal do dia-a-dia esse tipo de papo não interessa (e nem deve mesmo). Ele só quer comprar seu produto e ser feliz. Porém games são produtos que demandam investimento e trabalho por mais que os responsáveis tenham prazer em criá-los.

Fazendo uma analogia básica, peguemos os discos ou livros mais vendidos em determinado mês. Com certeza terá muita coisa que você olhe e pense ‘nossa, mas o povo gosta disso’? Não só gosta como compra de monte.

Lá em cima estávamos falando de preferência individual, mas aqui o papo são negócios. Admito que olhar produtos sob essa ótica parece frio demais, porém é a maneira que o mundo funciona.

Isso não quer dizer que você é obrigado a gostar de tudo que vende bem. Nada disso. A opinião própria é o atributo mais importante de um consumidor. Mas para cada Conduit ou Okami que é feito, as empresas precisam de Deca Sports e Wii Plays para compensar.

Grandes escritores e compositores morreram na miséria, esquecidos, e apenas décadas depois tiveram seu trabalho reconhecido – e mesmo assim por apenas uma parcela do público.

Ao ver um game que vende milhões pelo mundo e que não agrada você, vale a pena pensar nas razões para isso em vez de simplesmente rebaixá-lo a ‘porcaria’. Se a maioria é burra eu não sei, só sei que as contas precisam ser pagas no final do mês.

É legal falarmos um pouco disso olhando para o próprio Wii. No início o console foi inundado por coletâneas de minigames e títulos mais modestos. Se o público só gostasse de porcaria, tudo seria um sucesso – mas a história foi diferente.

Quando um produto atinge vendas elevadas é porque alguma coisa ele tem. Visual, boca-a-boca, música, interface, controles… seja o que for, existe um elemento que atraiu mais pessoas.

Aos poucos os consumidores do Wii começaram a perceber os inúmeros títulos genéricos que estavam saindo e passaram a ser mais seletivos em suas escolhas.

Do outro lado do espectro vemos grandes franquias não atingindo números considerados mínimos. Aí sim eu acho que existe um problema pois uma marca reconhecida precisa se afirmar conquistando ao menos a base de consumidores leais.

Falo especificamente de Metroid: Other M. Você pode achá-lo ótimo ou péssimo, aproveite e exerça seu papel de consumidor. Porém em termos de mercado ele ficou bem abaixo do esperado.

A relação vendas x gosto é extremamente complexa para as empresas. De um lado você tem uma base de fãs leais, mas pequena, e de outro um oceano de pessoas esperando jogos que você não tem tanta vontade de fazer.

Situações ideais existem e são exploradas ao máximo. Veja a série Wii ‘alguma coisa’; Call of Duty; Guitar Hero; Raving Rabbids. Franquias que vendem bem e que continuam a ser produzidas pelas empresas sem pudor algum.

Podem dizer que em algum momento tudo isso acaba. Acaba mesmo, mas por enquanto são minas de dinheiro impossíveis de serem ignoradas.

PS – Sei do perigo existente na exploração excessiva de franquias, mas a ideia é apenas exemplificar e não discutir outro tema dentro do artigo.

Ok, entendi, então qual é a conclusão?

Dificilmente concluímos algo desse tema tão amplo. Mas se me permitem vou apontar o que eu tirei de mais relevante ao pensar tudo isso:

Existem muitos jogos com atributos únicos e criatividade louvável que não vendem bem. É uma pena, mas como consumidor eu fico feliz por eles serem lançados e ter a chance de viver a experiência.

Os tempos modernos permitem que pequenos estúdios ou mesmo indivíduos criem games menores e não menos excelentes. Chame de cena indie, de jogo digital, de App, do que você quiser. O importante é que esse é um campo muito promissor para evoluções e ideias arrojadas que não exijam retorno financeiro volumoso.

E como os jogos de alto valor continuarão sendo feitos – sucessos e fracassos – o melhor que nós, consumidores, podemos fazer é apreciar, criticar, discutir e respeitar o gosto alheio.

Afinal, se você gosta tanto daquele shooter obscuro porque não continuar se divertindo em vez de perder tempo atacando quem dança na frente da TV?

Be happy. :)

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Pellican | 9 de novembro de 2010 | 1:44 | Artigos |WiiClube |World 1-1 []
  • mark disse:
    9 de novembro de 2010 às 7:42 am

    Para início de conversa, parabens Pellican por mais um exelente World 1-1. Acho que esse é um dos melhores assuntos a serem discutidos no momento em relação as últimas discussões presenciadas. E realmente aqui promete gerar polêmincas e muitas discussões, a qual vou acompanhar nem que seja de longe logo após esse post.

    Mas agora vamos ao que interessa

    Também fico muito dividido entre as realidades consumo e mercado. Claro que primeiro sempre penso no meu próprio consumismo, mas também me importo com as vendas de certos jogos. É uma realidade muito dura, mas tenho que concordar que jogo bom é aquele que vende, não importando se eu vou ou não gostar dele.

    Mas e aí, como eu me encaixo nesse meio?

    “Existem muitos jogos com atributos únicos e criatividade louvável que não vendem bem. É uma pena, mas como consumidor eu fico feliz por eles serem lançados e ter a chance de viver a experiência.”

    Acho que essas falas traduzem a minha forma de ver o assunto. Também fico feliz com os lançamentos louvaveis, mesmo que estes não deem certo no final. E por sinal temos muitos exemplos assim no Wii que não vou citar pra não tomar mais espaço, mas que todos ja sabem.

    E por último vou continuar a respeitar os gostos opiniões diferentes, claro, sempre que possível mostrando a minha opinião também. E se em certos casos não respeito, prometo mudar essa minha atitude.

  • Tarta o ??? disse:
    9 de novembro de 2010 às 12:21 pm

    cara, maravilho, falou tudo e muito bonito, demonstrando mais uma vez oque o povo deveria fazer antes de falar as coisas… PENSAR.

    bwlas palavras e belos pensamentos.

  • Kadu disse:
    9 de novembro de 2010 às 12:28 pm

    Excelente texto, como sempre! Quando o assunto é games, eu penso que a diversão deve sempre pesar muito mais do que gráficos, som ou até mesmo jogabilidade. Como foi dito no texto, cada pessoa encara a experiência de um mesmo game de muitas maneiras diferentes. Convém mesmo respeitar o gosto alheio, para que respeitem o nosso.

  • juvenal juvencio disse:
    9 de novembro de 2010 às 12:36 pm

    Mas esta foi a jogada da NINTENDO para atrair os jogadores casuais para ter uma maior fatia do bolo, os casuais gamers não existem ,mas sim os new gamers! jogos como carnival games ou just dance venderam horrores no wii devido ao grande apelo comercial que foi o wii para este tipo de publico , e independente disto a aposta da NINTENDO foi corajosa,inovadora e vencedora ao expandir o mercado de games!

    http://www.players.com.br/forum/index.php?/topic/101146-homens-passaros-e-a-falacia-casual/

  • Marcos disse:
    9 de novembro de 2010 às 12:36 pm

    Um grande exemplo de um game muito bom mas que nao vendeu tanto e o muramasa

  • Tuca disse:
    9 de novembro de 2010 às 1:08 pm

    “Quem governa para os miseráveis atrai os miseráveis”.

    Crie um console voltado para o público casual e atraia pessoas que consomem games casuais.

  • Ricardo Albertoni disse:
    9 de novembro de 2010 às 2:44 pm

    Para mim, Mad World é uma dos jogos mais sensacionais que já joguei. Notas altas em todos sites de games e não vendeu bem. Tanto que consegui pagar nele U$ 0,98 !!!!!…Isso mesmo menos de 1 dólar na Amazon.com….

  • Ricardo VS13Mk disse:
    9 de novembro de 2010 às 2:53 pm

    Parabens Pellican , excelente texto.
    Por isso acho esse negocio de games “hardcore”Vs”casuais” besteiras,games são games e o importante deles é ser divertidos,como disseram ai,ñ importa gráficos e outras coisas e sim a diversão.
    E cada um respeitando o gosto do outro.
    E por falar em Metroid Other M,eu particularmente gostei do game,achei q ficou muito bom,ñ tive dificuldades com a mudança para primeira pessoa.
    Só senti falta da exploração,de procurar em cada canto pra ver se achamos alguma coisa e etc,como acontece no Super Metroid.

  • Scorpion disse:
    9 de novembro de 2010 às 5:20 pm

    Excelente texto Pellican, parabéns!

    Bem como você disse, a qualidade é algo estritamente pessoal e ela influencia nas vendas de acordo com o sentimento que você quer passar com a situação que a maioria de seu público está presenciando. Um exemplo tonto, mas possível: pesquisas apontam um alto grau de stress na população devido a cobranças incansáveis no trabalho. Se algum desempregado pegar toda essa emoção e criar jogo em que o jogador sai matando os diretores da empresa, vai ser um sucesso nesse público! Pode ser um jogo em 2D, com apenas uma hora de duração, gráfico em preto e branco, com personagens como blocos que andam, vendido na Apple Store por US$ 0,99… é um jogo de qualidade? Pra quem teve o gosto de acabar com o chefe no trabalho, foi nota 10!

    Por isso os jogos do mestre Myamoto são um sucesso, independentemente do número de vendas. Ele afirma fazer jogos porque gosta, porque quer passar o que pensa e sente a outras pessoas. Outro exemplo semelhante (senão for igual) é Warren Spector com Epic Mickey; tem tudo pra ser um estouro.

  • Icaro94 disse:
    9 de novembro de 2010 às 7:22 pm

    O texto peca por confundir qualidade com gosto.

    Gosto, como foi muito bem explicado no texto, cada um tem o seu. Você pode gostar até do lixo da sua casa, o gosto é pessoal.

    Agora, qualidade não. Qualidade tem parâmetros que permitem a análise do produto final. Talvez você acabe não concordando com alguns deles, mas isso, como ali em cima, é o seu gosto. Para analisar a qualidade é preciso ser imparcial. Pouco importa se você estava esperando o game há um mês, se ele vendeu bem, se você é fã da franquia. O produto deve ser analisado de forma fria, e então se tem um veredito. Subjetivo? Sim, pois dificilmente somos totalmente imparciais, sempre colocamos nossas emoções e interesses no meio. Por isso temos que ser democráticos, se 70% dizem que um jogo é bom, e 30% dizem que é ruim, a princípio ele é bom.

    Agora, não podemos nos esquecer da qualidade dos argumentos. Um crítico literário formado em letras provavelmente estará mais capacitado para analisar um livro do que um leitor leigo. Claro, o leitor pode não concordar. Mais uma vez, isso é gosto.

    Claro que temos que considerar, como falei, que o crítico é alguém imparcial e de boa índole, senão a análise vai por água abaixo.

    E vendas são um indicador de qualidade, não sinônimo. Afinal mesmo que um jogo seja ótimo e que agrade a todos os jogadores do mundo, não necessariamente ele venderá bem, se, por exemplo, a produtora não conseguir fazer propaganda direito. E propaganda não faz parte da qualidade de um jogo, só a boca a boca, que dificilmente gerará o mesmo efeito.

  • junkeira disse:
    9 de novembro de 2010 às 8:03 pm

    Cara, incrível, estou com o Goldeneye 007 aqui e não vi nada de sensacional nele, o bom é que eu não tinha criado expectativa alguma.

    Ainda acho que The Conduit é o melhor FPS de Wii, e como gosto não se discute, né..rs

  • Marcelo disse:
    9 de novembro de 2010 às 8:06 pm

    Pellican, vou me basear no excelente português deste texto para fazer o meu no vestibular daqui a 5 dias. Magnífico!

    Agora não concordo muito com a segunda pergunta. Acho que existem casos e casos.

    É certo dizer que um jogo que é bom, vende bem, mas ao mesmo tempo estamos cheios de jogos ruins vendendo bem devido ao marketing (Final Fantasy XIV foi considerado pelos japoneses uma bela porcaria, mas chegou a 1 milhão de unidades vendidas por lá).

    Aliado a isso temos os malditos joguinhos de celular que, muitas vezes, parecem bons, mas no fim são cansativos e repetitivos.

    Eu particularmente considero as grandes franquias muito boas (com exceção de algumas), mas produzir um jogo da mesma séria a cada ano, acaba tornando o jogo repetitivo.

    Minha opinião, claro.

  • THIAGO MARTINS disse:
    9 de novembro de 2010 às 8:36 pm

    Taí um post que vem sendo abordado de forma indireta nestes últimos dias. Gostos e opiniões sempre foram divididos aqui, com cada um sempre mostrando para o outro, porque tem preferência por aquilo. Metroid Other M, acho que foi o jogo que mais dividiu oiniões desde que foi lançado, não há post sobre o jogo que renda menos do que 30 comentários (ou 50), pois foi um jogo que praticamente dividiu os usuários do Wii em dois grupos. E é aí que entra a qualidade, o porquê que as pessoas acharam o jogo bom ou ruim, e porqu ele ficou abaixo da média esperada, e para mim, o motivo foi o marketing, mas não o que é feito pelas empresas, e sim do que foi feito pelos jogadores, afinal muita gente acaba se influenciando por opiniões dos amigos (apesar de existirem muitos persistentes), mas mesmo assim, o marketing que os consumidores fazem é o mais forte que tem, pois é muito mais confiável ouvir de um amigo que realmente experimentou que o jogo é bom, do que da própria empresa que o criou (ou que foi paga por ela), pois é óbvio que ela mostrará o quanto o jogo é ótimo.

    Mas o que eu quero dizer, é que para mim, a qualidade dos games não está , como muita gente disse, nas vendas, e sim no quanto este jogo agradou os consumidores, pois nem sempre o que vende bem quer dizer que é bom, pode ser apenas que tal produto teve uma grande massa de decepcionados, e além disso, eu já joguei muitos jogos que não venderam bem, mas que eu adorei, como um jogo de luta para o Nintendo 64 chamado Flying Dragon, para mim foi um dos melhores jogos deluta para o console, mas creio que quase ninguém o conheça.

    E isto, falando no conceito qualidade, no conceito “jogo bom”, é definido como aquele que diverte você, pelos motivos que você julga necessário para te divertir, ou seja, é muito pessoal. Eu por exemlo acho GTA o pior jogo do mundo, é simplesmente um jogo que eu odeio, e que não me agrada em nenhum quesito, porém eu não posso dizer que o jogo é ruim, pois ele pode não agradar a mim, mas agrada a muita gente, aí, entra aquele meu conceito de qualidade.

    E por fim, mais um excelente post Adoro ler os World 1-1 do site, e esta última frase “Afinal, se você gosta tanto daquele shooter obscuro porque não continuar se divertindo em vez de perder tempo atacando quem dança na frente da TV?”, é perfeita para tirar da nossa frente estes T*** da vida que só sabem vir aqui para criticar, criticar e criticar vindo nos convencer que bom mesmo é aquio que eles gostam, e de gente assim já basta!

  • SerginhoGrecco disse:
    9 de novembro de 2010 às 8:49 pm

    A minha opinião pessoal sobre o assunto eu resumo da seguinte forma:

    Se um game me agrada a ponto de trazer o verdadeiro prazer em jogá-lo, eu não ligo para análises controversas, não ligo se ele agrada ou não outros gamers em blogs por aí a fora e muito menos se ele usa idéias genéricas vindas de outros games. Se sou eu quem está jogando e gostando, isso já me deixa totalmente satisfeito. O que faço mesmo é torcer para que determinado game venda bem e que os produtores façam sequências que continuem me agradando.

    Gosto de participar aqui do blog porque já expressei muito a minha opinião pessoal sobre vários games, e em discussões memoráveis rs.
    Mas respeito a opinião de todos. Um abraço.

  • SerginhoGrecco disse:
    9 de novembro de 2010 às 9:00 pm

    Ah, e como o assunto é gosto pessoal, sou obrigado a discordar do Junkeira.

    Também estou jogando GoldenEye e realmente achei ele inferior à the Conduit em vários aspectos, porém, ele me trouxe um prazer em jogar que eu não consegui sentir em the Conduit.

    E esse ”simples” motivo me fez preferir de longe o GoldenEye. Mas ainda acho the Conduit um ótimo game (até já defendi ele aqui no blog).

    Porém, meu caro Junkeira, como se trata de uma questão pessoal, cada um possui a sua e por aí vai…

  • Fernando disse:
    10 de novembro de 2010 às 2:04 pm

    “Afinal, se você gosta tanto daquele shooter obscuro porque não continuar se divertindo em vez de perder tempo atacando quem dança na frente da TV? Be happy. :)”

    Sem mais! Uma única frase ilustra a “papagaiada” que estamos vivendo atualmente e é uma lição de vida… mas se por estar estar escrito num português correto alguém quiser dar a desculpa de não entender, eu traduzo:

    MEU, NÃO PERDE SEU PRECIOSO TEMPO FALANDO MER… E O MEU PRECIOSO TEMPO OUVINDO ISSO… VAI JOGAR SEU MARAVILHOSO JOGO ENQUANTO EU ME DIVIRTO COM O QUE EU GOSTO!

    Afinal, pra que querer provar por A+B que tal jogo é melhor, se no final o que realmente interessa é o jogo te levar a um elevado nível de imersão a ponto de vc se divertir com ele… e não os “mimimis” de “ahhhh eu só curto jogo fodão e vc é casual” ou “no meu jogo tem mais explosões que o seu jogo não tem”…

    Parabéns, Pellican! Ótimo texto, mas ainda dou o destaque devido ao final dele! xD

  • Magner disse:
    10 de novembro de 2010 às 10:52 pm

    Perfeito seu texto, pellican.
    Muito bom mesmo.

    Acho o Icaro um cara muito sensato, mas vou ter que discordar do que ele disse sobre o texto confundir gosto com qualidade.

    Jogos são um produto voltado ao ENTRETENIMENTO.
    E ENTRETENIMENTO é justamente isso: uma questão de gosto. Então a qualidade nesse ramo sempre estará mesclada a ele. Será a mesma coisa.

    Se fossemos comprar verduras, veríamos quão viçosas elas etão, se fossemos comprar uma rede veríamos se ela é resistente, mas se formos comprar um jogo…
    temos que levar em consideraçõ nosso gosto e se o jogo nos agrada ou não…

    E só.

    Ah, e eu não joguei Other M, mas pelos vídeos sei que vou ir à loucura com o jogo. É o que eu sempre quis de metroid.
    Um fusion melhorado e pra wii.

  • Icaro94 disse:
    11 de novembro de 2010 às 1:40 pm

    Bom Magner, agradeço seu elogio. Mas em momento algum disse que alguém deve comprar ou jogar um game pela sua qualidade, acho perfeitamente normal e correto que cada um escolha um livro, jogo, filme pelos seus gostos.

    Mas como disse, gosto não é qualidade. Você gostar de um jogo não faz ele ser necessariamente bom. Não tem problemas você se divertir com ele e deve ser respeitado por isso, mas de maneira alguma isso significa que o jogo é bom ou ruim.

    Eu mesmo, já joguei muitos jogos que gostei e me diverti, mas soube reconhecer que eram ruins. Da mesma forma, tem jogos muito bons que não me atraem.

    Quem decide se eu gosto ou não sou eu, mas se o jogo tem qualidade não. Aliás, isso é um problema, gente que não gosta de determinada coisa e começa a falar mal como se fosse um lixo. Ou o contrário, gente que se apaixona por um produto, vira fanático. E brigam por isso. Se todos conseguissem distinguir bem gosto de qualidade, não teriamos tantos desses problemas.

  • Nicolau disse:
    13 de novembro de 2010 às 2:45 pm

    Sei lá acho que isso se atribui a toda vida…
    Poxa…Se você gosta de estudar coisas, ver ou escutar e outras não você é mal visto…
    Acho que as pessoas podem não gostar é direito delas, mas falar mal…Pelo menos deem chance de defesa!

  • Glauco disse:
    14 de novembro de 2010 às 11:28 am

    Parabéns pelo EXELENTE texto @.@

  • guitar hero rock´s disse:
    14 de novembro de 2010 às 10:28 pm

    Boa!!!

    Por isso que quando eu quero expor minha opinião sobre um jogo, e falo que ele e ruim, eu já falo “Essa e minha opinião, não me matem!! lol “

  • Leandro Simões disse:
    16 de novembro de 2010 às 10:28 am

    Estranho esse termo “gamers casuais”, me soa como um termo que diz: “Hei, esse jogo é muito bom, mas é um jogo casual!” O que seria esse jogo casual, ou o jogador casual?

    Acredito que a Nintendo implantou uma proposta nova no mercado, voltar com o prazer de jogar vídeo game (palavra obsoleta, não?!), garantir a diversão do jogador.
    Diferente do que é visto hoje em dia, que um jogo tem que ter, somente, belos gráficos. Seriam esses os jogos sérios?! Os não casuais?

  • fernandobm disse:
    16 de novembro de 2010 às 5:00 pm

    gosto ou não, só sei que me deixei levar pelo just dance e comprei um wii. Agora tô com essa maravilha tecnológica que tem trocentos mini games e franquias boas de fora.
    Agradeceria se adaptassem para o wii o DQ9 ou um dos inúmeros rpgs do DS,pois no psx e ps2 a quantidade desse genero foi o que atraiu.
    conselho d amigo?junta mais um troco e compra um xbox 360 e o kinect

  • Xandi 8bits disse:
    18 de novembro de 2010 às 1:25 am

    Parabéns Pellican, passa ano e vem ano e tu não deixa a peteca cair, o site e os artigos continuam sensacionais !

    E falando em qualidade, Racquet Sports é muito bom, desbancou todos os jogos que fazem uso do Mote+ até agora, se equiparando ao Resort.

    Pois é, falando em qualidade, é difícil não lembrar do Mote+ que prometia muito mais qualidade nos jogos e não deslanchou, acho que mais pelas limitações técnicas (necessidade de calibrar toda hora) do que por dificuldade de implementar nos jogos.

    grande abraço !!

  • Nuno disse:
    19 de novembro de 2010 às 9:21 am

    muito bom o artigo, texto incrível. Sobre o The Conduit gostaria de dar a minha opiniao: achei bom, mas ao mesmo tempo deixou a desejar, faltou diversidade nos inimigos e armas, texturas nos cenários e fluidez durante o jogo. É um jogo que merece respeito pela “coragem”

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